terça-feira, 24 de abril de 2012

Semana da Cidadania - Encerramento



 Neste domingo dia 22 de abril, os jovens da Pastoral da Juventude visitaram o Abrigo do Cristo Redentor, em Bonsucesso, Rio de Janeiro – RJ, fundado por Raphael Levy Miranda, que era funcionário do Banco do Brasil, na década de 30, o lugar recebia menores e idosos. E o que antes funcionava como um grande complexo de assistência social ao longo do tempo foi mudando de perfil e, na década de 80, passou a abrigar apenas idosos. O espaço pertence ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e em 2011 completou 75 anos de funcionamento, mas desde 2008 é administrado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

O único abrigo público do Estado acolhe hoje 270 idosos, mas mesmo se tratando de uma instituição pública, o abrigo conta com o apoio da Paróquia Santa Bernadete, a qual realiza em especial através de um grupo chamado Família Missionária, que atua fazendo as visitas, levando os idosos a Missa que acontece todos os domingos as 10h30 na Capela dentro do Abrigo e também promovem eventos para os idosos.
Essa visita consistiu no gesto concreto culminado com o encerramento da Semana da Cidadania, na qual os jovens puderam passar por uma rica experiência de troca com os idosos. Levando um pouco de música e alegria da juventude católica,  oferecendo sua escuta atenta  e ao mesmo tempo recebendo as experiências, as histórias de vida e também partilhar do sofrimento de pessoas que vivem hoje longe da família, de amigos e dependem totalmente do cuidado de outras pessoas. Alem dos Jovens da Pastoral da Juventude, também participaram da visita 6 seminaristas do seminário São Jose, que estão fazendo estagio nos finais de semana com so movimentos que trabalham com jovens.
Finalizamos essa Semana da Cidadania em grande estilo, conscientes do amplo significado da palavra CIDADANIA, e de todos os aspectos inerentes a ela, mas principalmente com a certeza da importância da Juventude em lutar pela saúde e pela vida, seguindo os preceitos evangélicos e buscando ações concretas  na nossa caminhada.

Por Thatiane Souza ( Secretária do Vicariato Jacarepaguá)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Semana da Cidadania do Vicariato Suburbano- A ditadura dos fast foods


“Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I Cor 10, 31); Quando nos alimentamos, qual é nossa postura diante daquilo que se nos apresenta como sustento? Será que pelo menos traçamos o sinal da cruz lembrando-nos do Deus da vida?... Mais ainda, as pessoas eventualmente costumam sair para comer fora de casa, será que é fácil nos encontrarmos rezando quando paramos numa lanchonete, pizzaria ou qualquer restaurante?


Em plena modernidade, facilmente nos justificamos pela correria do dia-a-dia para não nos importarmos com qualquer outra coisa que não seja nosso trabalho ou atividades, que não seja nossas realizações produtivas, que não seja nossa busca por facilidades. Fato é que toda e qualquer pessoa está sempre em busca de sua felicidade e deseja encontrar as verdades para se calçar. Com isso, no bojo dessa discussão, não podemos deixar de considerar aspectos sobre a tão falada qualidade de vida; ora... e saúde não se reduz ao bom rendimento fisiológico de nosso corpo, mas abrange os acontecimentos mentais, tanto intelectuais quanto emocionais, e, mais ainda, para nós a saúde descende de nossa boa relação com nossa fé também. Isso porque o que conseguimos ver em fazer amigos, em completar os estudos, em conseguir um emprego seguro, em lutar por um sistema de saúde de qualidade, em ter uma vida tranquila, em viver em paz, reflete ou, pelo menos, deveria refletir o nosso proceder em nossa vida espiritual. Assim, a qualidade de vida está associada a ter uma boa saúde, está associada a um bem-estar físico e mental e, para tanto, a alimentação não se encontra fora desse processo, bem como nossa atitude interna, nossa atitude espiritual frente ao alimento.
Com efeito, olhando para nós à luz da fé, encontramo-nos manchados pela culpa original e, diante da fragilidade humana, somos levados por um amor desregrado a nós mesmos, somos levados por um querer ser feliz que acabamos por uma irracionalidade, ferindo a nós mesmos. Pois bem, a conjuntura social na qual estamos inseridos demanda informações grandes em número e variedade, que não faz outra coisa senão alimentar-nos em nossos desejos por sensações. Nessa mesma perspectiva, é notória a ação publicitária tentando vender felicidade, como não se pode vender felicidade, a ação passa ser a apresentação de uma soma de prazeres que acaba por ilusão. Pois pela propaganda criamos uma relação comercial, associamos a alegria à nossa livre decisão de consumir e contrapomos, claramente, a diferença entre prazer e felicidade.
Comer bem é parte integrante de uma boa qualidade de vida. Mas, será que quando pensamos em comer bem significa estar em um restaurante ou lanchonete conhecidos ou, primeiramente, pensamos em ter uma alimentação balanceada? Contudo, cabe notar que o ato de comer não é uma ação ruim, não é um prazer que devemos evitar a todo custo, como uma mortificação total para termos uma relação mais pura com o Senhor – temos sentidos, fomos criados com sentidos e percepções. De outro lado, notamos também que o prazer de comer é tido como diversão e como tal faz parte da melhoria da qualidade de vida – uma vez, também, que é muito mais fácil simplesmente pagar por um alimento pronto do que prepará-lo; é mais prático deixar-se seduzir por uma imagem bonita, por um cheiro bom e um sabor gostoso do que pensar no que realmente é mais saudável, de que modo é mais saudável consumir um alimento. A questão é que diversão não deve ser tratada em seu sentido restrito de palavra, significando ato irrefletido, pura distração, embora assim impere nessa dinâmica de entretenimento que vivemos. Deste modo, o ato de comer passar a ser mais um puro ato de consumo em prol de status inserido na lógica econômica do entretenimento, ignorando, pelo menos, a tentativa de sabermos sobre nossos sentimentos de estarmos felizes ou infelizes, satisfeitos ou mortificados, pois, sem isso, não estaríamos uma coisa nem outra.

Com isso, em ressalto da nossa inclinação à busca pelo prazer e fuga dos incômodos e sofrimentos, podemos exemplificar nossa atitude frente às opções alimentares e por nossos próprios interesses quando nos encontramos, devido a tal correria do dia-a-dia, várias horas sem comer e nos inquietamos, sem medidas, quando levados a reflexões e sugestões sobre o jejum. Ora, aqui vemos claramente que o nosso prazer está nos nossos interesses e se quer pensamos que a verdadeira sensação de felicidade está na realização de nossas potencialidades, as quais só encontram sua plenitude no Criador, O começo e O fim de nossa existência.

No que se refere a nossa alimentação, lembramos mais uma vez: “quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I Cor 10, 31); lembrar-se da criação e esquecer-se do Criador parece que é a atitude que prevalece quando nos alimentamos, uma vez que tendemos a voltar nossos olhos para nós mesmo, para o que estamos sentindo ou buscando sentir naquele momento. Não é uma postura fácil de assumir e requer tempo e exercícios, mas é um degrau da escada que nos conduz ao Céu: olhar para a criação e lembrar dos sonhos e mãos que a modelaram, pois tudo é dom de Deus. Se assim não for, nos encontraremos em uma atitude de consumo destruidora, nos encontraremos na lógica de degradação ecológica onde só pensamos em tirar o proveito das coisas.

Referências

Terapia das doenças espirituais – Gastrimargia – Pe. Paulo Ricardo

BARBOSA, Cláudio L. de A. O conceito de diversão no contexto escolar: uma abordagem ética. Tecnologia Educacional, v.29 (148). Jan/ Fev/ Mar, 2000.

Texto Passeio Socrático – Frei Betto
www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1601

Por Humberto Macieira ( Assessor do Vicariato Suburbano)

domingo, 22 de abril de 2012

Semana da Cidadania no Vicariato Urbano


Na noite da ultima sexta feira, dia 20, aconteceu no Vicariato Urbano, na Paroquia Santo André em São Cristóvão, o sexto dia de formação da Semana da Cidadania. O tema deste encontro abordou a auto-imagem e os transtornos psicológicos derivados da necessidade de viver conforme os padrões de beleza impostos pela sociedade atual.


Na abertura do encontro, Giselle Pereira, coordenadora da Pastoral da Juventude no Vicariato Urbano, enfatizou com bastante alegria que esta é a primeira vez que o vicariato participa ativamente da Semana da Cidadania, e o Pe. Wagner Toledo, assessor da juventude do vicariato Urbano, ressaltou que este grande passo que o Urbano deu ao acolher este encontro aproximará mais a juventude local da Jornada Mundial da Juventude, fomentando neles o desejo de participar com maior engajamento deste evento.

Após a dinâmica de apresentação do grupo, conduzida pela Aline Barbosa, coordenadora arquidiocesana da PJ Rio, a psicologa Cecília Calabaide explicou sobre os transtornos de auto-imagem mais comuns, a anorexia, a bulimia e vigorexia, que levam o ser humano a se auto-destruir na busca de um corpo perfeito.

A auto-imagem, segundo Cecília, é construída através de padrões de comportamento vivenciados a partir da infância, sendo necessário observar nossas atitudes para que involuntariamente não proliferemos a politica de perfeição nossos descendentes.

Construir uma personalidade saudável depende prioritariamente do relacionamento consigo e com Deus, buscando encontrar Nele suas virtudes, para colocar a disposição toda sua potencialidade ao serviço da sociedade, expondo nesta ação sua beleza interior fundada em Cristo, concluiu Pe.Wagner.