Caminhos de Esperança


FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS E ASSESSORES CAMINHOS DE ESPERANÇA

 
“A beleza de ser um eterno aprendiz.”
(Gonzaguinha)
 
Por que pensar em formação de lideranças e assessores?
A Pastoral da Juventude busca potencializar o acompanhamento aos grupos de base tanto em sua coordenação e articulação, como na presença de assessores capacitados que provoquem planejamento, sistematização da caminhada, subsídios, entre outras demandas. Sinalizou-se, igualmente, para os projetos de formação oferecidos tanto para líderes jovens, como para adultos que prestam assessoria precisam ser revistos, fortalecidos e potencializados tendo em vista o fortalecimento dos grupos de jovens que necessitam de lideranças, coordenações e assessores capacitados para a missão.
 
A PJ tem um maior acompanhamento aos grupos de base, por meio de suas coordenações e assessorias, procurando maior articulação entre os grupos e capacitação para a coordenação e assessoria, a fim de potencializar a construção de planejamentos, da sistematização da caminhada, da elaboração de subsídios, entre outras demandas, com o grande objetivo de fortalecer os grupos de jovens, suas lideranças, coordenações e assessorias.
 
O acompanhamento aos jovens, aos grupos de jovens e às instâncias organizativas é uma das opções pedagógicas da Pastoral Juvenil na América Latina, segundo o documento Civilização do Amor1 uma das oito linhas de ação do Documento 85 da CNBB. Nesse sentido, aqueles que se dispõem ao serviço da assessoria necessitam ter clareza no serviço do acompanhamento aos jovens e seus grupos, com planejamento, subsídios, preparação de encontros, formação de temas específicos, conforme os interesses dos jovens ao longo do caminho. Há uma necessidade de que a metodologia do trabalho com a juventude respeite a diversidade cultural e as realidades juvenis procurando inovar com recursos atualizados e possíveis com propostas atrativas para os jovens.
 
 
Os jovens que assumem o papel de coordenar os grupos de jovens e as instâncias organizativas da PJ necessitam de formação específica para tal. Formação que lhes permita coordenar, preparar, executar, planejar e avaliar sem dificuldade uma reunião de grupo ou uma atividade da PJ. Formação que trabalhe a realidade juvenil, eclesial e social, a metodologia pastoral, a metodologia do trabalho com a juventude, o domínio e o debate sobre diversas temáticas ligadas à juventude e à PJ, o planejamento e o que é ser coordenador e liderança. Formação que construa jovens protagonistas de sua vida, da PJ, da Igreja e da sociedade.
 
É preciso, ainda, que a formação de lideranças, coordenadores e assessores trabalhe e ajude a manter viva a memória da PJ. A memória não é só uma das opções pedagógicas da PJ na América Latina segundo o documento Civilização do Amor, mas uma “energia” que aprendemos da Sagrada Escritura.
 
Onde queremos chegar?
Potencializar as iniciativas de formação de lideranças e assessores em todo o Brasil, tendo em vista a opção da PJ de trabalhar com a formação integral, respondendo às demandas que hoje se apresentam na formação, acompanhamento, assessoria, nucleação e coordenação dentro da PJ. 
 
Iniciativas
  1. Realizar a formação de lideranças e assessores nas dioceses e regionais.2
  2.  Clarear, entre líderes e assessores, o papel da coordenação e da assessoria.
  3. Elaborar os planos diocesanos anuais considerando as atividades dentro de um processo.
  4. Potencializar a rede nacional de assessoria para maior comunicação e partilha das experiências das dioceses.
  5. Criar equipes de assessoria nas dioceses e regionais.
  6. Mapear os grupos de jovens da PJ.
  7.  Organizar um banco de dados com as experiências de formação que acontecem no Brasil.3
  8. Criar uma rede nacional de contatos entre os coordenadores diocesanos e regionais da PJ.
  9. Elaborar e sistematizar subsídios para os grupos de jovens.
  10. Acompanhar o Projeto de Revitalização da PJ na América Latina, participando ativamente das ações e etapas propostas.
  11. Fortalecer a parceria entre a PJ e a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.
  12. Difundir, no Brasil, as orientações do documento Civilização do Amor – Projeto e Missão.
 
Metodologia
A metodologia do Projeto de Formação de Lideranças e Assessores é diversa, trabalhando com a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR, com grupos de trabalho (GTs), rodas de conversa, palestras, missões jovens e populares, celebrações, debates, discussões, sistematizações, avaliações, experimentação e ação-reflexão.
 
Ações propostas
1.     Realizar a formação de lideranças e assessores nas dioceses e regionais:
  • Contribuição para que as propostas de formação considerem as dimensões da formação integral, com atenção à dimensão técnica e projeto de vida, reforçando a questão dos papéis da coordenação e assessoria com ênfase no planejamento.
  • Incentivo à parceria, na realização de formações, com Pastorais Sociais, CEBs, CEBI, CNLB, Rede Celebra e Centros e Institutos.
  • Incentivo à participação e organização periódica, com a CNA, do Encontro Nacional de Assessores da PJ.
  • Divulgação e potencialização da participação nas atividades de formação que as Dioceses e Regionais e a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude oferecem.
  • Formações específicas para: coordenadores, lideranças e assessores.
  • Realização de debates e estudos sobre o processo de educação na fé e a formação integral.
  • Formação de assessores para acompanhar as diversas instâncias da PJ, especialmente os grupos de base.
 
2.     Clarear, entre líderes e assessores, o papel da coordenação e da assessoria:
  • Elaboração, disponibilização e divulgação de subsídios e textos sobre o papel da coordenação e assessoria.
  • Estudo, debate e sistematização do papel da coordenação e assessoria.
  • Organização da proposta de formação, considerando as dimensões da formação integral, com atenção à dimensão técnica, projeto de vida, reforçando a questão dos papéis da coordenação e assessoria com ênfase no planejamento.
  • Estudo das orientações de Civilização do Amor – Projeto e Missão para a assessoria e a coordenação.
 
3.     Elaborar os planos diocesanos anuais considerando as atividades dentro de um processo:
  • Intensificação do estudo sobre o tema do planejamento e a aplicação de um plano em curto, médio e longo prazo, de modo orgânico.
  • Elaboração de textos e materiais sobre planejamento, monitoramento e avaliação.
 
4.     Potencializar a rede nacional de assessoria para uma maior comunicação e partilha das experiências das dioceses:
  • Criação de um sistema de cadastro de assessores no site da PJ.
  • Divulgação da rede nacional de assessores.
 
5.     Criar uma equipe de assessoria nas dioceses e regionais:
  • Oferecimento de atividades formativas para pessoas que desejam assumir o ministério da assessoria.
  • Elaboração e divulgação de textos e subsídios sobre como organizar a equipe de assessores.
  • Minimamente um assessor como referência de cada regional e diocese.
  • Identificação de antigos assessores e militantes da PJ e diálogo para que assumam o ministério da assessoria aos grupos de base.
  • Liberação de jovens e assessores para o serviço da PJ nas diversas instâncias.
  • Assessores formados para acompanhar as diversas instâncias da PJ, especialmente os grupos de base.
 
6.     Mapear os grupos de jovens da PJ:
  • Divulgação e motivação do mapeamento dos grupos de jovens que está acontecendo no site da PJ.
  • Efetivação do mapeamento com informações atualizadas da PJ aos grupos cadastrados.
 
7.     Organizar um banco de dados com as experiências formativas que acontecem no Brasil:
  • Produção no site da PJ, de um formulário para cadastro das atividades formativas das dioceses, regionais e Centros de Juventude.
  • Criação de um mecanismo de acompanhamento dos jovens que participaram de atividades de capacitação.
  • Levantamento de experiências de formação de lideranças e assessores para um banco de dados em nível nacional.
 
8.     Criar uma rede nacional de contatos entre os coordenadores diocesanos e regionais da PJ:
  • Criação, no site da PJ, de uma forma de cadastro desses coordenadores.
  • Criação de uma lista de e-mail (rede nacional) para contato e troca de experiências e partilhas.
  • Divulgação da Coordenação Nacional e Coordenações Regionais da PJ.
 
9.     Elaborar, sistematizar e divulgar subsídios para os grupos de jovens:
  • Fomento para criação de subsídios e roteiros sobre liderança, assessoria, baseado em documentos da Igreja e identidade da Pastoral da Juventude, em especial sobre o Documento 85, o Documento de Aparecida e Civilização de Amor – Projeto e Missão, com linguagem adequada aos grupos de jovens.
  • Divulgação da Coleção na Trilha dos Grupos de Jovens e os demais subsídios para grupos de jovens.
 
10. Acompanhar o Projeto de Revitalização da PJ na América Latina, participando ativamente das ações e etapas propostas:
  • Elaboração de textos e materiais sobre os lugares bíblicos.
  • Preparação de roteiros aos grupos de jovens sobre os lugares bíblicos e os momentos da Revitalização.
  • Divulgação das atividades inseridas no Projeto de Revitalização da PJ.
  • Difusão das conclusões e da mensagem do III Congresso Latino-americano de Jovens.
  • Elaboração de textos e materiais que ajudem a perceber o Projeto de Revitalização como eixo inspirador da PJ.
 
11. Fortalecer a parceria entre a PJ e a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude:
  • Potencialização da participação nas atividades de formação da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.
  • Diálogo para a construção coletiva de materiais aos grupos de jovens e das propostas de formação.
  • Favorecimento da realização, preparação e organização de atividades conjuntas entre a PJ e a Rede Brasileira.
  • Divulgação das atividades da Rede Brasileira.
  • Potencialização da parceria com a Rede Brasileira na preparação, elaboração e animação das Atividades Permanentes das PJs.
  • Convite para a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude para que participem e/ou assessorem atividades da PJ nas Dioceses e Regionais.
12. Difundir no Brasil as orientações do documento Civilização do Amor – Projeto e Missão:
  • Elaboração de slides sobre Civilização do Amor – Projeto e Missão.
  • Elaboração de textos, sínteses e análises do documento.
  • Aprofundamento nas assembleias, ampliadas, encontros, cursos e atividades sobre o documentoCivilização do Amor – Projeto e Missão.
  • Realização de seminários sobre o documento.
  • As formações e atividades da PJ devem considerar o documento Civilização do Amor – Projeto e Missão.
 
 
 
 


1 CELAM, 1997.
2 O Documento 85 da CNBB, n. 164, convoca toda a Igreja para “capacitar os assessores e coordenadores dos grupos e equipes de coordenação a partir da pedagogia de Jesus”. No número 165 o mesmo convoca a Igreja a “promover cursos na área da pedagogia da formação para que haja maior profissionalização e clareza metodológica da parte dos jovens e agentes de pastoral que estão conduzindo o processo de evangelização dos jovens”. O Documento 85 insiste, ainda, (n. 213) na necessidade de investir na formação de assessores. No número 217 ele fala da importância de “garantir a formação de novos assessores, possibilitando a renovação periódica daqueles que acompanham a evangelização da juventude”.
3 O Documento 85 da CNBB, n. 165, aponta para a necessidade de “incentivar a sistematização de experiências, como instrumento de memória, partilha e motivador de novas experiências”.
 

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