A Juventude quer Viver



Preparando o Seminário... Texto #1

Gente querida da Pastoral da Juventude, nosso Seminário Nacional se aproxima e estamos a mil na organização para garantir um bom debate e a construção de ações que fortaleçam nossa luta e deem vida digna à juventude brasileira.
Construiremos ao longo desses meses que antecedem o Seminário, alguns textos de reflexão para que os grupos e as lideranças se familiarizem com os temas que serão distutidos em Brasília. O material deve ser lido, estudado e refletido por aqueles/as que virão, mas também por aqueles/as que não virão, que aguardam os repasses das discussões do seminário.


Sobre as Inscrições:
Estamos ainda finalizando o processo de inscrições. Desde já, como adiantamos, queremos informar que as vagas são limitadas e de responsabilidade das Coordenações Regionais. Procure o Coordenador Nacional do seu Regional e veja como participar. As inscrições serão feitas diretamente e apenas por eles. Serão apenas 7 vagas para cada Regional. Estas vagas serão destinadas especialmente aos/as jovens que estão construindo a campanha. Caso você não participe da PJ ou não está engajado nas atividades da Campanha, busque informações com as lideranças PJoteiras que você conhece.

Coordenação do Seminário Nacional da Campanha contra violência e o extermínio de  jovens.







                                                                           “É preciso amar as pessoas como se
                                                                            não houvesse amanhã.”
                                                                                                      (Renato Russo)

Por que pensar que “A juventude quer viver”?

O Projeto “A Juventude quer Viver” nasce na fidelidade ao projeto de Jesus que nos envia em missão para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10). Nasce da necessidade de no estágio da militância do Processo da Educação na Fé, e com base na rede de grupos de jovens em todo o Brasil, reunirem-se propostas e pautar políticas públicas e sociais de/com/para a juventude, como forma de promover sua participação e protagonismo, garantindo que os autores dessas instâncias sejam os próprios jovens promovendo a mobilização coletiva da PJ de forma mais organizada, orgânica e qualificada.
Segundo a pesquisadora Regina Novaes1 essa geração jovem tem três características comuns: “o medo de morrer”, referindo-se ao alto número de jovens vítimas da violência letal; o “medo de sobrar”, por causa dos índices de exclusão social e econômica a que os jovens se encontram submetidos em nossa sociedade, em especial no que tange à questão do desemprego e à marginalização social; e o “medo de ficar desconectado”, referindo-se ao risco de não pertencimento aos grupos sociais nos quais convive. Trata-se de três grandes marcas geracionais.
No que se refere à questão do “medo de morrer”, relacionado ao tema da violência, podemos falar num verdadeiro genocídio, principalmente contra a população jovem negra e masculina. Um problema grave que exige da Pastoral da Juventude um posicionamento público e uma ação mais efetiva em relação a algumas questões que afetam as suas vidas.
Do ponto de vista da Palavra do Magistério da Igreja, forte é a exortação no sentido do direito à vida e garantia da juventude:
Face à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social, à saúde e à participação social.2
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil propõem que as Comunidades deem atenção especial aos jovens e afirmam que o combate à violência e ao extermínio de jovens contribui      com a vida plena da juventude, parcela tão importante de nossa Igreja e da sociedade.3
Tendo em vista esses elementos da realidade juvenil, as palavras de Jesus e as orientações da Igreja, faz-se necessário um projeto nacional da PJ que possa centrar forças em ações mais específicas e diretas em relação à defesa da vida e na luta pela efetivação e acompanhamento de políticas públicas de juventude.
Onde queremos chegar?
Posicionar-se publicamente sobre temas que afetam diretamente a vida da juventude, como também construir estratégias de participação e intervenção política nos diversos setores sociais organizados (governamentais e não governamentais), buscando mobilizar a juventude pela garantia dos seus direitos.4
Iniciativas
  1. Fomentar o debate no interior dos diversos grupos de jovens sobre a temática da vida da juventude, em especial da dimensão sociopolítica (conscientização) da formação integral.
  2. Mapear as iniciativas e ações que estão sendo realizadas nos regionais com a temática do projeto.
  3. Estimular, onde não existe, a criação de Grupos ou Equipes de fomento do projeto em níveis mais locais.
  4. Criar mecanismos de denúncia de violação dos direitos da Juventude.5
  5. Promover a participação e atuação dos jovens nas pautas relacionadas às políticas públicas de juventude em níveis locais, regionais e nacional.6
  6. Construir, com as outras PJs e parceiros, estratégias para a reflexão, divulgação e monitoramento da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens.
  7. Mapear e acompanhar a participação de representantes da PJ em Conselhos de Direito e/ou outros espaços de organização social e incentivar a participação dos jovens na construção desses espaços, nos estados e municípios que não possuem.7
  8. Avaliar periodicamente e criar estratégias para intervir e acompanhar a participação da PJ nos Conselhos de Juventude (nacional, estaduais e municipais)8
  9. Construir estratégias para uma intervenção política qualificada e organizada da Pastoral da Juventude, nos diversos segmentos sociais.
  10. Disponibilizar recursos pedagógicos.
Metodologia
Serão criados dois subgrupos dentro do projeto: um de Intervenção Política (IP) e outro de Direitos Humanos (DH).
O grupo de Direitos Humanos é responsável por:
  • Analisar as ações do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (PRONASCI).
  • Mapear e participar das ações de políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Produzir subsídios nacionais adaptáveis às realidades locais em defesa da vida da juventude.
  • Dialogar com o Projeto Teias da Comunicação para montar estratégia de denúncia da violação dos direitos da Juventude.
O grupo de Intervenção Política é responsável por:
  • Avaliar as ações das políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Fortalecer a rede de parceiros que foi criada por conta da Campanha Nacional contra violência e extermínio de jovens.
  • Buscar parcerias para fazer Escola de Formação Política e Direitos Humanos para a Juventude com as CEBs, Pastorais Sociais, Movimentos Sociais, Universidades, Centros e Institutos de Juventude.
  • Formar uma equipe de acompanhamento de representantes da PJ nos conselhos de direitos e/ou outras.
  • Participar de Conferências mobilizando de forma organizada uma bandeira de luta nacional da PJ.
Ações propostas
1.     Fomentar o debate no interior dos diversos grupos de jovens sobre a temática da vida da juventude, em especial da dimensão sociopolítica (conscientização) da formação integral:
  • Produção e divulgação de subsídios nacionais adaptáveis às realidades locais em defesa da vida da juventude.
2.     Mapear as iniciativas e ações que estão sendo realizadas nos regionais com base no projeto:
  • Criação de uma rede de comunicação entre os representantes e lideranças dos regionais.
3.     Estimular, onde não existe, a criação de grupos ou equipes de fomento do projeto em níveis mais locais:
  • Debate sobre o Projeto nas realidades, regionais, diocesanas e locais.
4.     Criar mecanismos de denúncia na violação dos direitos da Juventude:
  • Diálogo com o Projeto Teias da Comunicação para montar estratégia de denúncia da violação dos direitos da juventude.
5.     Promover a participação e atuação dos jovens nas pautas relacionadas às políticas públicas de juventude em níveis locais, regionais e nacional:
  • Fomento à participação nos conselhos de direitos e demais espaços de controle das políticas públicas.9
  • Incentivo à participação dos jovens nas Conferências de Juventude.10
6.     Construir, com as outras PJs e parceiros, estratégias para a reflexão, divulgação e monitoramento da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens:
  • Fortalecimento da rede de parceiros que foi criada por conta da Campanha Nacional contra violência e extermínio de jovens.
7.     Mapear e acompanhar a participação de representantes da PJ em Conselhos de Direito e/ou outros espaços de organização social e incentivar a participação dos jovens na construção desses espaços, nos estados e municípios que não possuem:
  • Criação de uma Rede de Representantes da Pastoral da Juventude nos Conselhos de Direito.
8.     Avaliar periodicamente e criar estratégias para intervir e acompanhar a participação da PJ nos Conselhos de Juventude (nacional, estaduais e municipais):
  • Formação de uma equipe de acompanhamento de representantes da PJ nos conselhos de direitos e/ou outras.
  • Participação nas Conferências mobilizando de forma organizada uma bandeira de luta nacional da PJ.11
9.     Construir estratégias para uma intervenção política qualificada e organizada da Pastoral da Juventude, nos diversos segmentos sociais:
  • Parcerias para realizar Escola de Formação Política e Direitos Humanos para a Juventude com as CEBs, Pastorais Sociais, Movimentos Sociais, Universidades, Centros e Institutos de Juventude.
  • Análise das ações do PRONASCI.
  • Mapeamento e participação das ações de políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Avaliação das ações das políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Realização do Seminário Nacional do Projeto “A Juventude Quer Viver” para trocar experiências e avaliar a caminhada do Projeto.
10. Disponibilizar recursos pedagógicos com as temáticas do projeto:
  • Criação de uma seção do projeto no site nacional da PJ para disponibilizar materiais como vídeos, cartazes, panfletos, textos e demais subsídios para grupos.
Identidade visual
 O Projeto tem como referência visual a imagem de uma jovem soltando uma pipa12 carregada de bandeiras que representam as várias dimensões dos direitos da juventude. Criado pela Casa da Juventude Pe. Burnier, a imagem foi adotada como logotipo do projeto “A Juventude Quer Viver” em referência à liberdade, autonomia e participação.
  
Fonte: PJ Nacional

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