segunda-feira, 13 de abril de 2015

Juventude, Mídias e Sociedade: Breves Reflexões, sobre mudanças dialéticas.


 “Não se trata de saber utilizar a Internet, senão de saber ensinar no espaço eletrônico, na televisão, nos jogos em rede. Ensinar, motivar, corrigir, atender e promover relações grupais.”

 (QUIROZ, T. Jovens e Internet, p. 156.).

  

Na sociedade complexa e desconexa que vivemos atualmente se faz extremamente necessário o entendimento da importância da comunicação por meio das novas mídias, como parte do processo de construção social; sendo esta vista como meio através do qual são passadas as gerações futuras o conhecimento simbólico, técnico e empírico, caminho pelo qual se projeta o desenvolvimento e as mudanças sociais.

A partir deste pressuposto, como se relaciona a juventude atualmente com as novas mídias? E como a partir deste relacionamento “negociam significados, navegam social e culturalmente na vida cotidiana e como narram suas experiências? ”(TUFTE, 2010, pg.52)

Neste sentido, ao pensar na juventude como protagonista de sua própria historia, deve se fazer a reflexão se por meio das novas mídias esta mesma juventude, têm se constituído de atores e/ou cidadãos críticos, que a partir do conhecimento adquirido por meio da inserção e utilização dos meios de comunicação, conseguem responder a injustiça, a desigualdade e insegurança de forma crítico-dialético, ou se este contato imediato e fugaz faz com que sejam alicerçados anti-valores, que produzem apenas consumidores de bens e serviços, que muita das vezes reproduzem contra valores éticos e fora das solicitudes da missão de Jesus Cristo?

Neste concerne, ao se pensar na inserção da juventude na sociedade por meio das Midas, deve-se tomar por base o conceito defendido por Rodriguez, sobre Mídia Cidadã, que pode ser definida como aquela que cumpre sua missão social, de transformar e intervir efetivamente sobre o panorama midiático estático atual, que tanto propaga uma cultura de desrespeito das diferenças e defende valores etnocentristas que tanto se afastam das opções evangélicas. Por isso o autor afirma que:

“(...) Que estas mídias estão contestando os códigos sociais, identidades legitimizadas e relações sociais institucionalizadas e, (...) que estas práticas de Comunicação fortalecem a comunidade envolvida até o ponto em que estas transformações e mudanças são possíveis.” (2008, p.1131).

 

Deste modo, a juventude vista como agente transformador de mudança e transgressão evolutiva social deve utilizar as mais variadas formas interativas de comunicação, participação eletrônica, para celebrar sua criatividade e assim promover práticas de difusão de valores do circulo de vida, que são esquecidos na efemeridade comportada pela evolução da comunicação social, para assim eficazmente atender ao chamado do Cristo que é: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16:15)
 
Por isso, ao se relacionar Juventude, Mídias e Sociedade devemos pensar que os jovens por meio da comunicação social devem promover um espaço de construção de quebra de paradigmas sociais, que impossibilitam a mudança social e cultural, para assim construir pontes entre os debates atuais e as mais diversas formas de expressões juvenis, de forma a enfatizar a cultura popular e valorizar seu potencial transformador.



Por Renata de Souza Silva

Assistente Social

Especialista em Gestão em Saúde Pública, Violência Contra Criança e Adolescente e Gênero e Sexualidade.

Assessora da Pastoral da Juventude – Vicariato Suburbano

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