terça-feira, 14 de junho de 2011

Namoro: a importância de “pescar no aquário”


Amar é uma decisão que começa no momento em que a pessoa decide se doar por aquele por quem se encantou. Hoje, existe uma grande perca do amor romântico para um amor “coisificado”. Na onda do “ficar” e de um relacionamento descartável, os jovens têm perdido valores. E quando sai do imediatismo e se depara com o “eu”, percebe um grande vazio existencial, porque a alma precisa ser amada.

A psicóloga de família, Magda Smangorzevski, diz que é muito comum atender jovens que não se sentem preenchidos com esses relacionamentos descartáveis. Pois vivem em realidades onde se tirou as barreiras morais, religiosas e culturais, relativizou as relações e ao mesmo tempo a pessoa não é preenchida.

A experiência do namoro, assim como os demais relacionamentos da adolescência, deve ser colocada dentro de um contexto mais amplo. Isto porque existe uma série de profundas mudanças que o adolescente começa a descobrir nessa fase e que, embora todas elas possam ser fascinantes e positivas, devem ocorrer dentro de um ritmo de normalidade.

A escolha do namorado não pode ser feita só “por fora”; mas principalmente por dentro. O namoro é o tempo de saudável relacionamento entre os jovens, no qual, conhecendo-se mutuamente, vão se descobrindo e fazendo “a grande escolha”.

A psicóloga fez uma analogia de quando Maria foi visitada pelo anjo e ele disse que ela iria conceber, ela surpresa então questionou: “Como se eu não conheço homem nenhum”. Magda explica que esse conhecer que a linguagem bíblica traz não é o de ver alguém, mas um conhecer de um namoro de convivência.

- Hoje as meninas e os meninos nem se conhecem e geram intimidade, se beijam a noite toda nas boates. Para namorar com alguém tem que conhecer a pessoa nesse sentido bíblico, que é de intimidade, enfatizou.

Ela explica que os valores do casal devem ser os mesmos senão, não haverá encontro de almas. E explicou:

- Se você é religiosa – e quer viver segundo a Lei de Deus – como namorar um rapaz que não quer nada disso? É preciso ser coerente com você. O futuro casamento será uma unidade de almas e a religião é muito importante nessa união.

Para isso, a psicóloga falou da diferença entre “pescar no aquário” e “pescar em mar aberto”.
- Quando o jovem vai numa boate, em bares, faz viagens, ele pesca em mar aberto, já quando ele quer conhecer quem é a pessoa e gerar uma intimidade ele tem que pescar no aquário. É importante selecionar, buscar pessoas dentro do aquário. Pessoas que são próximas, e que haja uma proposta de identidade.

Isso porque, com a experiência em atendimentos familiares, a psicóloga disse que com o passar do tempo as diferenças começam a pesar. Para ela, o namoro sofre o problema que é “pescar fora do aquário” e ignorar o sonho romântico que Deus tem para a mulher.

Magda percebe que o namoro atual vive uma situação mais difícil do que antes, pelo relativismo, pelo “coisificar”, pela quebra dos valores morais e pela falta de estruturas familiares. E diz que é preciso ter cuidado para que os jovens não desistam doo que há de mais bonito, que é um amor eterno.

- Você só se apaixona por quem você conhece. Quando você só olha o externo, só se apaixona por aquilo que passa. Quando você conhece a pessoa, o amor dura, concluiu.

Leanna Scal

Fonte: www.arquidiocese.org.br

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