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quarta-feira, 14 de março de 2012

Dom Orani lança o programa JMJ 2013 no Vicariato Jacarepaguá

Na tarde do último domingo, dia 11 de março, foi lançado o programa JMJ Rio 2013, no Vicariato Jacarepaguá, na paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, na Taquara. A Santa Missa foi transmita ao vivo pela Rede Vida.

A celebração foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta e concelebrada pelos padres Renato Martins, Jan Kaleta e Luiz Claudio Baraúna. Além dos diáconos Julio Fazolato, Arnaldo Rodrigues e frei Luiz Gonzaga.

Durante a homilia, Dom Orani, chamou atenção para a experiência que toda comunidade Católica do Rio de Janeiro vivenciará em 2013. Caracterizando a JMJ como um grande serviço ao povo de Deus, uma vez que todo o planeta virá ao encontro de Jesus.
Ao final da celebração o diácono Arnaldo, integrante do comitê da jornada, convocou a todos para participar da JMJ explicando que a Jornada não é apenas para os jovens, mas sim para toda a família que reza unida, para todos que guardam em si a juventude. O Diácono apresentou a família que foi fotografada para os cartazes de divulgação para o acolhimento dos peregrinos, dizendo que a Igreja buscou fiéis para ilustrar a campanha e não modelos.


“É preciso que todos os padres tomem consciência do que é a JMJ e, por conseguinte estimular  a todos os fiéis sobre a importância de acolher a jornada e todos os peregrinos. É uma atitude tal qual abrir a porta para o próprio Cristo que bate”, afirmou padre Renato Martins, um dos líderes do comitê organizador da JMJ 2013.

A celebração fez parte do cronograma de preparação para a JMJ e inaugurou o Programa JMJ 2013, que vai ao ar todo domingo, às 15h na Rede Vida. No programa dessa semana será transmitida, às 15h, a Hora da Graça da Juventude também realizada na paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, situada na rua Bacairis, 390 – Taquara.

sábado, 6 de agosto de 2011

Hinos JMJ - Conheça!!!

Quando pensamos em JMJ, já pensamos em qual será o hino, a música tema daquela jornada. Muitas músicas ficam na mente mesmo depois de várias jornadas. Um exemplo disso é Emannuel que foi tema da Jornada de Roma e até hoje é relembrada como música da JMJ
Seguem abaixo os links com videos feitos para cada música das jornadas de 2000 até 2008 para relembrarmos um pouco do que foi cada jornada desse novo século!


2000 - Emannuel




2002- Lumiére du monde




2005 - Venimus adorare eum




2008 - Receive the power




Fique ligado! Informações sobre a JMJ você encontra aqui, na Semana da Juventude ONLINE JMJ!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um santo vivo! O papa dos Jovens


Eu era bem pequena quando ouvi falar que ele viria ao Brasil pela primeira vez. Nunca imaginei que fosse um homem tão importante, mas logo percebi que sua visita era algo extraordinário. Como não tínhamos televisão em casa e morávamos na roça, minha mãe levou a mim e a meus irmãos, também crianças, para assistirmos, na casa da vizinha (que aliás já estava empilhada de gente), sua chegada à capital brasileira. Lembro-me ainda de que, enquanto esperava impaciente para vê-lo descer logo do avião, ouvia vários comentários a seu respeito, entre eles, ouvi uma senhora já idosa dizer com seu ar de sabedoria apurada: "João Paulo II é um santo vivo!" Virei-me rapidamente para ela na espera de que continuasse a falar, pois logo associei a imagem do Papa à dos “santinhos” que minha mãe tinha em casa. Mas entre tantas conversas paralelas e a ansiedade para ver a chegada do Papa à Terra de Santa Cruz, só consegui guardar isto: "João Paulo II é um santo".

Fui crescendo e acompanhando passo a passo sua trajetória, seu amor pela humanidade, sua voz forte, que depois se tornou trêmula e embargada, mas nunca se calou diante das multidões, encontrava sempre espaço em meu coração e no coração de tantos jovens, idosos e crianças por este mundo afora. Com o passar do tempo e o agravamento da doença (Mal de Parkinson), sua santidade foi se evidenciando ainda mais, assim como seu esforço para continuar a missão que lhe fora confiada, suas limitações expostas e seu sorriso em meio às dores eram prova disso. Quem não chorou ao vê-lo pela última vez em público, era quarta-feira, dia 30 de março, a Praça São Pedro estava repleta de fiéis à espera de ouvir sua voz, ele, com muito esforço, tentou falar, mas sem sucesso, acabou acenando e abençoando, com as mãos trêmulas, a multidão que o observava comovida. Era seu amor à humanidade, expresso na cruz de suas limitaçãos humanas. Depois de percorrer o mundo como “Messageiro da paz”, “João de Deus” e o “Papa dos jovens”, era hora de parar, de voltar ao Pai. Sua imagem, no entanto, jamais se apagou da lembrança de quem o viu de perto ou de longe.

Dizem que é na provação que se reconhece um santo. Ele foi provado e quem o acompanhou, atesta sua santidade. "Jamais perdeu a intimidade com o Céu". "Teve uma morte cheia de vida" são alguns dos comentários que ouvimos.

Hoje, a poucos dias de sua beatificação, e tendo em mãos as credenciais para trabalhar na cobertura deste evento mundial, penso contantemente em tudo que, na minha vida, traz por uma razão ou outra as marcas da sua fé, do seu ministério, do seu testemunho. E lembro-me também daquela senhora que, para mim, foi profeta; suas palavras acompanharam minha infância e tiveram grande influência na minha fé. Era o início do pontificado do Papa Wojtyla, suas obras ainda não eram tão conhecidas, e ela viu mais longe, declarando em primeira mão sua santidade.

Hoje já não está entre nós, mas se estivesse eu faria questão de recordar-lhe o fato e dizer que ela tinha razão, o mundo todo já sabe, ele era mesmo “um santo vivo”! Era “um homem de Deus” como também ouvimos tantos dizerem. E o mais bonito é que ele sabia transmitir esse Deus a quem amava, servia e queria testemunhar sem cessar; esse Deus a quem comunicava, com seu amor, em suas palavras, seu sorriso, seu testemunho, suas orações e sua caridade ordenada e multiplicada em inúmeros gestos e atitudes. Quem não se lembra, ao menos de ouvir falar, de seu gesto, por exemplo, quando doou o anel pontifício em prol da Favela do Vidigal durante a primeira viagem ao Brasil em 1980? Ou ainda do perdão concedido a Ali Ağca, homem que disparou um tiro contra ele na Praça São Pedro em 13 de maio de 1981?
E uma nuvem de testemunhos vêm à nossa lembrança, quando pessamos em Karol Wojtyla. Um homem que passou da formação clandestina à Catedra de São Pedro. De ator à personalisação da verdade. De leigo orfão a Pastor universal da Igreja.

Quanta superação, quanto entusiamo e quanta doação marcaram sua trajetória neste mundo!

Um pontificado de quase três décadas, o terceiro mais longo da história da Igreja, e uma vida de quase 85 anos, assinalada por perdas e dificuldades várias, mas também por inúmeras conquistas e lições de amor.

Entre suas marcantes características, recordo-me de João Paulo II como um homem orante. Rezava noites inteiras ou pelo menos muitas horas seguidas, como que atraído pelo divino desejo de comunhão com a Santíssima Trindade e com a Virgem Maria, a quem dizia pertencer: “Totus Tuus”. E depois falava e agia a partir daquilo que contemplava, rezava e meditava nas suas horas de intimidade com Deus. Acredito que está aí revelado seu segredo. Só uma profunda vida de oração gera santidade! E foi assim o Papa João Paulo II, a quem a Igreja, pela decisão de seu sucessor, irá declarar beato em poucos dias.

Que seu testemunho nos contagie e nos arraste para a meta da santidade em nossos dias, fazendo com que sejamos também nós “Santos vivos”. Esta é a mais nobre vocação humana.

Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal( texto extraido do site da Canção Nova)