quinta-feira, 23 de junho de 2011

PJ Rio celebra Corpus Christi

Na última quinta-feira, dia 23 de junho, a Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Juventude (PJ), junto com seus Coordenadores Vicariais e a Equipe de Comunicação da PJ (COMPJ), se reuniram na Avenida Chile, em frente a Catedral Metropolitana, para confeccionar os Tapetes de Corpus Christi da Juventude.

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A "Fête Dieu" começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão Eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira Procissão Eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.

Confira algumas fotos da PJ:



























Raphael Freire
*Canção Nova
Fotos: Ana Paula Albino e Érica Luz

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bandas brasileiras contam suas expectativas para JMJ

Católicos do mundo todo esperam ansiosamente pela Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 16 e 21 de agosto, em Madri, na Espanha. As bandas brasileiras que se apresentarão na JMJ 2011: Dunga, Rosa de Saron, Dominus, Irmã Kelly Patrícia, e a Comunidade Católica Shalom, estão acertando os últimos detalhes para representar bem a juventude e a música católica do país.

Para o veterano de JMJ, Dunga, as Jornadas representam o encerramento e o ponto de partida para um novo ciclo da Igreja.

- A Jornada Mundial é uma injeção do sangue de Cristo em nossas veias. Voltamos para casa com o ardor renovado, salienta o cantor e missionário da Canção Nova.

Nas quatro que participou, Dunga pôde ver sempre que a JMJ é uma expressão do amor recíproco entre a juventude e o Papa, independente de quem ele seja, João Paulo II ou Bento XVI.

- A JMJ foi uma bela herança de João Paulo II, deixada a Bento XVI. Temos que lembrar que Bento XVI esteve por 24 anos ao lado de João Paulo II. Os dois são muito íntimos e agora temos João Paulo II como beato intercedendo por nós. Vejo no Papa Bento XVI o mesmo amor pela juventude, assim como vejo o mesmo amor da juventude para com o Papa, destaca Dunga.

Ver esse amor recíproco entre a juventude e o Papa, para Dunga, é um sinal da solidez da Igreja que renova sua fé de geração em geração.

- Nossa Igreja tem esse diferencial, independente do Papa que tenhamos, sabemos que ele é o Sucessor de Pedro, assim temos a certeza de sermos conduzidos pelo próprio Deus, enfatiza o missionário da Canção Nova.

Para o músico de 47 anos, ser convidado para cantar pela quinta vez numa JMJ é um prêmio que coroa uma missão evangelizadora de sucesso.

- Meu ciclo também está se fechando. Eu tenho 47 anos e talvez essa seja a minha última Jornada fora do país. Eu vejo que a Canção Nova tem outros como o Adriano, Emanuel, Pitter, Banda Conexa e a Banda Amor e Adoração que poderão assumir essa responsabilidade que eu assumi por muito tempo, afirma Dunga.

A felicidade de ver novos jovens da Canção Nova e do Brasil começando a fazer o trabalho de evangelização por meio da música, para Dunga, é um prazer e “um gozo espiritual muito grande”.

Estréias na JMJ

Já para os novatos em JMJ da Banda Rosa de Saron, estar no maior evento de música católica no mundo é também um presente e uma responsabilidade.

- Sabemos da responsabilidade de estar lá e representar toda a juventude brasileira através da música. É um presente, um reconhecimento e também uma oportunidade de servir, salienta o baixista e fundador da banda, Rogério Feltrin.

Depois dos anos de trabalho, a Banda Rosa de Saron recebeu até uma indicação ao Grammy Latino, uma das maiores premiações de música no mundo. Mas para os rapazes serem reconhecidos pela Igreja é algo mais que especial.

— Estamos extremamente honrados, pois o convite vindo da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] é uma espécie de aval para o nosso trabalho, enfatiza Rogério.

A banda prepara músicas em outros idiomas, como em inglês e espanhol, para o show na JMJ, a fim de envolver todos os jovens e mostrar o potencial da música católica brasileira.

- Não sabemos os frutos disso, estamos trabalhando e entregando a Deus para que Ele nos use da melhor maneira possível. Será uma experiência única. Como evangelizadores, estamos semeando para depois colher como Deus pensar, diz o baixista.

Quem se apresenta também na JMJ de Madri é a Irmã Kelly Patrícia e o Instituto Hesed. Para a Freira, o convite foi uma surpresa e uma delicadeza de Deus, que ela recebe com muita alegria. O repertório escolhido pela Irmã para a apresentação musical foi aquele do CD “Busca de Deus”.

Para a religiosa, que cresceu numa família apaixonada por música, esta apresentação na JMJ de Madri trará uma grande contribuição para seu crescimento musical e espiritual.

- Cada pessoa que a gente conhece, na nossa história de vida, tem a contribuir. Deus usa sempre de todos os meios para comunicar Sua bondade e Seu amor. Cada pessoa é uma riqueza, é um mundo insondável, é um mistério. Temos sempre que aprender com as pessoas, ainda mais com uma pessoa de uma cultura diferente, de um estilo de vida diferente... Vou muito aberta a isso, a aprender com todos. E todos nós, músicos, das diversas partes do mundo e do Brasil, vamos partilhar dos nossos dons, ressalta a Irmã Kelly Patrícia.

*Texto e Foto: Canção Nova

terça-feira, 21 de junho de 2011

COMPJ na Hora Santa da Juventude


Durante a celebração, a Equipe de Comunicação da PJ (COMPJ), realizou a cobertura da Hora Santa da Juventude. Utilizando os meios de comunicação e as redes sociais durante toda a Adoração, a equipe atualizava as mídias da PJ com tudo o que estava acontecendo de mais importante na Igreja de Sant’Ana.

Essa é a primeira vez que a Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro (PJRio) conta com uma equipe de comunicação. A Semana Eucarística, que está em sua 85ª edição, pela primeira vez, na Hora Santa da Juventude, teve uma cobertura jornalística acontecendo em tempo real. Para a Coordenadora da COMPJ, Anna Bayer, é fundamental realizar esse trabalho, acolhendo também os jovens que não puderam estar presentes.

— Acho que a importância maior desse trabalho, que também é o nosso desejo, é estarmos interligados com o desejo de nosso Arcebispo, Dom Orani, focando também a comunicação como um meio de evangelização. Além disso, possibilitar que os jovens que não estão aqui possam vivenciar esse momento importante de adoração a Jesus Eucarístico.

— Apesar da correria, graças a Deus, tudo deu certo. Faço parte da PJ há muitos anos e foi a primeira vez que teve um trabalho de Pastoral da Comunicação na Pastoral da Juventude, porque a gente sempre quer estar na modernidade, afirmou Ana Paula Albino.

Uma grande base foi montada pela COMPJ na Igreja de Sant’Ana. Laptops, netbooks, smartphones, câmeras digitais, gravadores de áudio, tudo para que os jovens cariocas e do mundo inteiro pudessem participar também da Hora Santa através do twitter, facebook e orkut.

— Quando iniciou a Hora Santa, eu achei que não conseguiria conciliar a parte de relatar o que estava acontecendo e ao mesmo tempo adorar a Jesus, mas no primeiro instante entreguei todo o trabalho para Deus, e, enquanto eu rezava, também postava alguma coisa na internet e foi maravilhoso! As pessoas iam curtindo as fotos que postávamos no facebook, e com isso, íamos escrevendo as palavras proclamadas na Hora Santa, as mensagens dos padres, e tentando passar um pouco do amor de Deus também pela internet, disse Érica Luz.

— A Igreja nos chama a estar onde os jovens estão, a evangelizar onde eles estão. E hoje os jovens estão nas mídias sociais, a gente passa o maior tempo do nosso dia na internet, por isso, fico muito feliz com a nossa caminhada e iniciativa de evangelizar também pelas redes sociais, não somente nas paróquias, afirmou Juliana Fernandes, Coordenadora da Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro.


Raphael Freire


*Fotos: COMPJ